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Arthur Claro = porém ≠

24 de maio de 2018

CALABOUÇOS ATERRORIZANTES


Forte golpe que acertou meu peito
Com a dor da pancada me deito
Angustiado por ter sido pego desprevenido
Sinto que meu peito para sempre vai doer
Tenho a sensação que vou morrer
Estou com o pensamento perdido

Acabou um romance que parecia ser perfeito
Sozinho agora e pra todo sempre durmo nesse leito
Tenho que esquecer o bom tempo que foi vivido
Não queria que terminasse assim comigo a sofrer
Como é estranha a sensação de te perder
Confesso que estou muito entristecido

As flores agora são um cobertor
Mas não tenho frio nesse dia de calor
Estou deitado aqui sem sono
Não sei se isso é sonho ou realidade
Estou tão confuso que esqueci a minha idade
Você não tem culpa do meu abandono

Não consigo gritar de pavor
Isso tudo parece cena de filme de terror
As estações passam e agora é outono
Agradeço por estar na minha cidade
Porém fui privado da liberdade
Agora tudo pra mim é monótono

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir do nome que eu já tinha em mente por muito tempo e quando comecei a revisitar o arquivo que tenho com alguns nomes e alguns fragmentos de poesias encontrei este nome e ai me forcei a criar uma poesia, a imagem é retirada do Google.