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Antonio Lassance

21 maio 2018

Os mais ricos não agem como empreendedores, e sim como predadores do país

Brasil é um paraíso fiscal e tributário para os que ganham mais e um inferno para os que ganham menos.

O cerne do problema é que os mais ricos conseguem isenção de imposto de até 70% sobre o que auferem e embolsam como pessoa física. Quem ganha mais de 200.000 reais por mês no Brasil paga como se ganhasse 2/3 menos. 

Agora, faça essa conta com quem ganha na casa das dezenas de milhões com dividendos de suas empresas.

País algum suporta isso. A consequência são impostos altos sobre os mais pobres e a classe média, um rombo gigantesco nas contas públicas e péssimos serviços de educação, saúde e segurança pública.

"A principal doença do sistema tributário brasileiro é a regressividade”, 
diz Charles Alcântara, presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e do movimento Reforma Tributária Solidária, promovido pela Fenafisco em conjunto com a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip). 

A matéria sobre o tema está no jornal El País, de 18 de maio de 2018.


















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09 maio 2018

Você jamais usará essa palavra se conhecer seu significado histórico






Quem explica é Marilena Chauí, a mais importante filósofa brasileira.

Diz a filósofa:

"Eu sou contra o uso, da expressão autocrítica. Eu vou explicar por que.

A minha minha razão é uma razão histórica.

A expressão autocrítica entrou para o vocabulário da política quando foram instalados os tribunais do stalinismo E os membros do partido eram chamados perante tribunal para realizar a autocrítica.

O sistema da autocrítica consistia em fazer O indivíduo ir perante um tribunal pergunte qual ele já estava julgado, pois nós estamos diante daquilo que se chama o terror de estado.

Quem melhor caracterizou a figura do teor de estado foi o Hegel. O Hegel disse que caracteriza o terror de estado é o seguinte: alguém é considerado suspeito. Por ser considerado suspeito, é visto, imediatamente, como culpado. E na medida em que é considerado culpado, é condenado. É isso. E o universo da autocrítica no terror totalitário foi isso.

Então, não vamos usar esse termo. Ele é um termo que a esquerda não pode usar. Deixa a direita usar. Nós da esquerda, jamais!"


O vídeo é um trecho da fala de Chauí no II Salão do Livro Político, ocorrida 2016 no Centro Cultural São Paulo.

A filósofa não defende que erros não devam ser examinados, revistos e superados. Apenas repudia o uso que é feito de uma expressão que está intimamente associada a processos pelos quais uma pessoa, diante do terror de Estado, assume não apenas culpas pessoais, mas o papel de bode expiatório.
A autocrítica corresponde, modernamente, ao "mea culpa" da Inquisição.
No fundo, a filósofa alerta para os riscos de distorcermos processos históricos e reputarmos problemas politicos mais amplos de forma maniqueísta.











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07 maio 2018

O fantasma assombra novamente

Karl Marx (1818-1883) continua atual, depois de dois séculos desde seu nascimento.

Suas análises, muitas delas proféticas, têm sido revisitadas cada vez mais.

Ele continua a ser um dos pensadores que melhor compreenderam a dinâmica do capitalismo.

Assista ao vídeo e inscreva-se no canal.



O vídeo traz trechos de comentários feitos para o programa "Masters of money", da BBC e em parceria com a Open University. Entre os entrevistados está John Micklethwait, editor chefe da da Bloomberg News e, 2006 a 2015, da revista The Economist. Música: "Batuque", de Alberto Nepomuceno. Ilustração: Gustave Doré, "Don Quijote".

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Karl Marx (1818-1883) is one of the thinkers who best understood the dynamics of capitalism. In this sense, their ideas remain current and have been increasingly revisited.

This video features excerpts from comments made for the BBC's "Masters of Money" program, in a partnership with Open University, written and presented by Stephanie Flanders, from the BBC.

Among those interviewed is John Micklethwait, chief-editor of Bloomberg News and, from 2006 to 2015, of The Economist.

Music: "Batuque", by Alberto Nepomuceno.
Illustration: Gustave Doré, "Don Quixote"














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